Venha até mim, devolva meu coração e vá embora. Não me olhe com aquela carinha de que precisa de mim e também não fale nada. Eu já estou cansada, surrada. De repente eu acordei do erro que você é, mas com vontade de ir até o fim. Se é que existe um fim. Você é um erro tão bom de cometer. Sua pele morena, seus olhos negros junto ao brilho que consigo arrancar deles. É um sinal do seu coração para mim, aquele brilho é como uma voz me dizendo para não desistir ainda de você. E não vou. Você se engana tão fácil, se prende a pessoas erradas e eu sofro. Não posso te ajudar, só posso amar. Amar o que você já foi. Aos poucos vou me despedindo do que há de você em mim. Uma hora ou outra vou ter que seguir em frente. E te deixar. Só que NUNCA duvide, nem meio segundo, do quanto eu te amo e amei. Porque é com você que eu gasto todo o meu amor, toda a minha força e esperança. Mas uma hora vou ter que crescer e seguir a diante. Vou tentar me lembrar de você como algo bom que já passou. Só te digo uma coisa: eu sei que você também lembra de mim, nem que seja por um misero segundo, mas você pensa em mim. Pois no fundo você sabe, que eu fui à única pessoa que te amou pelo que você carrega dentro de ti e não dentro do teu bolso. Eu ainda te amo, mas não sei até quando vou te esperar. Não me liga, venha até aqui e me abrace. Eu gosto da sua voz, mas agora eu preciso do teu silêncio, mas entre meus braços.
sábado, 30 de janeiro de 2010
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Tenho esperado, ansiosamente, pelo momento em que vou te ouvir dizer: ‘eu também amo você!’. Mas, sinceramente? Já estou cansada de esperar. Estou vencida pela minha dor, estou só e, quase, não sinto o latejo do meu coração. Você me beijou, VOCÊ, não eu. Mas por quê? Por que diabos você fez isso? Como ousa ser tão importante assim? Deságua em meu coração cada palavra sua. Cada beijo e cada toque, que só de lembrar, me faz sonhar, mas de repente eu acordo e me vejo cansada. Cansada de esperar que minha, nossa, fotografia faça jus ao teu criado-mudo. Acontece que cansei de mim, acontece que cansei de meu coração, acontece que cansei de amar, acontece que cansei da solidão, acontece que cansei da saudade, acontece que queria poder cansar-me de ti. Mas você aplicou algo em mim que, não quer sair, desgrudar, me deixar. Mas eu grito: ‘Sai!’.
Como ousar vir aqui, dizer que ainda gosta de mim, e depois correr? Como ouso a ti me prender? Não vivo esse amor, é ele que vive em mim, é ele que me quer.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
sábado, 16 de janeiro de 2010
Toda vez que vasculho meus sentimentos encontro, cada vez mais presente em mim, tua ausência. E fiz dela, uma agradável companhia. A imagem to teu rosto, tomou minha mente, e ali ficou. Era impressionante e perfeita, eu quase podia te tocar. E eu queria, mas o quase me impedia. Posso não conhecer cada traço teu, posso não acompanhar seus passos, mas tenho o teu suspiro de alivio. Ele é meu. Ninguém vai me tirar aquele suspiro que você me deu. Que de tão gostoso que foi não sai da minha mente o seu sorriso de satisfação. Vejo tantas por aí, dirigindo uma nobre afeição a quem não conhecem ao que JULGAM que amam, e acabam tirando de mim, o pouco de você que ainda me restava. Você é o meu pedaço de ilusão, de esperança, com uma pitada de dor. A dor que eu gosto de sentir. Insisto em crer que mesmo que alhures, você é meu. Nossas madrugadas foram boas, mas é inútil tentar resgatar. O tempo que passou foi maravilhoso, só que agora está em algum lugar de nós, talvez no mesmo lugar que o ‘você’ que eu conheci e hoje, já se perdeu. Você mudou tanto, mas nunca perdeu o meu sorriso preferido e aquele brilho no olhar de quando me encontra. E é tão bom ter a certeza de que EU sou a sua força. Só não gosto da incerteza de ter você. Você é o meu riso de ontem, que jamais será apagado, esquecido, perdido. Aquele riso certo, preciso. Que talvez, eu nunca mais venha a sorrir, outra vez. Você é a ausência, o desejo, o medo, a insegurança, e a confiança. Você é a minha contradição. Ao me deparar com a solidão noturna, me deparo contigo, ou com o resto de você que há em mim. O resto que está em mim com suas múltiplas formas, que se espalham e espalham... Eu não quero o você de agora, essa imagem colorida, porém triste, que todo mundo ama. Eu quero o você do coração, como você era antes, como você era quando era meu. Eu gostava quando suas frases eram reais, quando elas vinham direto do coração, agora elas vêm do papel, de um texto repetido. Por um momento penso que não te conheço mais, mas você é um esboço perfeito de quem um dia eu amei, mas não é quem eu amo. Ao te olhar eu me engano, ao te tocar eu me engano, mas ao te ouvir eu sei, que em algum lugar do que você se tornou, ainda existe o que você era, o que nós éramos... Tão perfeitos um para o outro.Tuas frases não me dizem nada, mas o te olhas, o teu suspiro, o contato da nossa pele, isso prova que o amor já foi real, e que mesmo que venha a acabar você já foi minha certeza e eu já fui a sua força...
Vou te esperar, enquanto você me leva contigo, vou te amar, enquanto você não estiver aqui comigo, vou te sentir de longe e nunca vou deixar de te chamar de meu...